PolíticaBSBConte sua necessidade

Serviços · formação

Formação técnica

A cobrança sobre as equipes públicas aumentou em dados, em inteligência artificial, em contratação e em transparência, e a capacitação disponível não acompanhou. Estas trilhas trabalham esse intervalo com exercícios da rotina da própria equipe. Cada uma tem objetivos verificáveis e um produto de trabalho definido, avaliado em sala.

Nesta página
  1. 1. Uso responsável de IA no serviço público
  2. 2. Lei 14.133 na prática de quem executa
  3. 3. Transparência ativa e dados abertos
  4. 4. Nota técnica e parecer defensáveis
  5. 5. Leitura de dado orçamentário e fiscal
  6. Formatos e contratação

1. Uso responsável de IA no serviço público

Carga: 8h (dois encontros) · Público: servidores e equipes técnicas de qualquer área · Pré-requisito: nenhum.

Ementa. O que um modelo de linguagem faz e o que ele não faz. Por que ele inventa com confiança, e como isso aparece num documento oficial. O que pode entrar em cada ambiente, seja ferramenta pessoal, ferramenta institucional autorizada ou ambiente controlado, e o que a LGPD e as normas de sigilo pedem em cada caso. Como verificar uma saída antes de assiná-la: abrir a fonte, conferir o cálculo em ferramenta adequada, examinar omissões. Como usar IA para o que ela apoia bem (resumir, comparar, revisar, estruturar) e onde a verificação é obrigatória (fato, norma, número). Registro e rastreabilidade: como deixar claro no processo o que foi feito com apoio de IA. Exercícios com documentos reais da rotina da equipe.

Produto de trabalho: uma política de uso interna em rascunho, adaptada ao órgão, e uma lista de verificação de uma página — a versão pública e reduzida da lista já está publicada, e o checklist de uso responsável de IA monta, a partir das respostas da equipe, um rascunho de orientação interna para levar à autoridade competente.

2. Lei 14.133 na prática de quem executa

Carga: 16h (quatro encontros) · Público: equipes de compras, contratos, planejamento e áreas demandantes · Pré-requisito: atuar em alguma etapa do processo de contratação.

Ementa. O passo a passo de quem monta o processo, e não a exposição geral da lei. Planejamento e estudo técnico preliminar com necessidade, alternativas e justificativas documentadas. Termo de referência com escopo e critérios de aceite claros. Pesquisa de preços defensável. Quando cabe dispensa, quando cabe inexigibilidade e por que a maioria dos problemas nasce de enquadramento errado. Fracionamento indevido: como acontece sem má-fé. Gestão e fiscalização do contrato — a etapa que gera mais achado e recebe menos treinamento. Publicação no PNCP: o que, quando e o que acontece quando não se publica.

Produto de trabalho: modelos de ETP e termo de referência preenchidos com um caso real do próprio órgão.

3. Transparência ativa e dados abertos

Carga: 12h (três encontros) · Público: ouvidoria, controle interno, comunicação e TI · Pré-requisito: nenhum.

Ementa. O que a Lei 12.527/2011 obriga a publicar independentemente de pedido, e por que cumprir isso reduz o volume de pedidos. Como funciona um e-SIC que funciona: prazos, fluxo interno, respostas que não geram recurso. A escada recursal do seu ente: quem julga o quê, e por que errar isso custa semanas. Formato importa: PDF de imagem dificulta acesso, busca e reutilização, e há diferença entre publicar e publicar em dado aberto. Obrigações declaratórias federais e o custo de não enviar. Como responder a um pedido difícil sem negar por reflexo, e como fundamentar quando a negativa é legítima.

Produto de trabalho: avaliação inicial de itens selecionados do próprio portal, feita pela equipe, e um esboço de plano de correção. O diagnóstico completo é serviço à parte.

4. Nota técnica e parecer defensáveis

Carga: 8h · Público: qualquer equipe que produza documento que sustente decisão · Pré-requisito: nenhum.

Ementa. Uma habilidade importante para equipes que fundamentam decisões: escrever um documento técnico claro, fundamentado e verificável. Separar fato, inferência e recomendação, e por que misturá-los é o erro mais caro. Citar fonte de modo que o leitor refaça o caminho. O que fazer quando o dado não existe (dizer que não existe é uma resposta técnica, não uma falha). Estrutura que o controle espera encontrar. Revisão adversarial: ler o próprio documento procurando por onde ele seria atacado.

Produto de trabalho: uma nota técnica real do órgão reescrita em sala.

5. Leitura de dado orçamentário e fiscal

Carga: 12h · Público: planejamento, orçamento, controle interno, assessorias técnicas · Pré-requisito: nenhum.

Ementa. O ciclo orçamentário e onde cada decisão é realmente tomada. Empenhado, liquidado e pago: a distinção que quase toda leitura pública erra. RREO e RGF, o que cada relatório revela e em que prazo. Limites da Lei de Responsabilidade Fiscal na prática. Como consultar o SICONFI e o PNCP diretamente, sem intermediário. Como comparar dois períodos sem produzir comparação enganosa. As armadilhas clássicas: defasagem de publicação lida como omissão, dado ausente lido como zero, e execução do mês corrente lida como total.

Produto de trabalho: uma consulta funcional às bases reais, feita pela própria equipe.

Formatos e contratação

Turma fechada (in-company): presencial em Brasília e entorno, ou online. Conteúdo ajustado ao órgão, com casos reais da rotina da equipe. É o formato que rende mais.

Turma aberta: por inscrição individual, quando houver demanda formada — útil para equipes pequenas.

Órgãos públicos contratam por dispensa, inexigibilidade, credenciamento ou licitação, conforme o caso — o mapa completo está em como contratar (detalhe em serviços). Para propor uma turma: contato@politica.bsb.br.

O certificado é de participação, com carga horária e ementa descritas, emitido a quem cumprir a frequência mínima definida na proposta. Não tem valor de pós-graduação nem registro em conselho profissional.