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Para fornecedores

Empresas que fornecem ao setor público

Vender para órgão público falha, quase sempre, por dois motivos que não são o preço: a proposta não responde ao que a instrução do processo exige, e a solução é apresentada antes de o problema estar descrito. Nas duas coisas dá para ajudar tecnicamente, e é isso que esta página oferece.

Nesta página
  1. Por que a proposta boa é recusada
  2. Do edital ao reajuste: as ferramentas gratuitas, na ordem em que servem
  3. Para o primeiro edital, sem custo
  4. O que fazemos por uma empresa
  5. Precificar com dado real, e não com chute
  6. Escrever, sem reunião antes
  7. O conflito que declaramos antes de ele existir
  8. O próximo passo
O que não vendemos aqui, antes de qualquer outra coisa. Não vendemos acesso a decisor, não fazemos intermediação política, não representamos interesse de empresa perante órgão público e não recebemos comissão sobre o que você venha a vender. Se é disso que a sua empresa precisa, esta não é a porta certa, e dizemos isso na primeira resposta. A lista inteira está em ética e limites.

Por que a proposta boa é recusada

  • Ela responde à pergunta errada. O comprador precisa instruir um processo, e a instrução tem seções obrigatórias. Uma proposta que não dá ao servidor o que ele precisa anexar obriga-o a reescrever, e reescrever é o que ele não tem tempo de fazer.
  • O preço vem sem lastro. "Valor de mercado" não é justificativa de preço. O que sustenta é contrato análogo, com número de controle, objeto e data.
  • O objeto é descrito pela solução, não pelo problema. Termo de referência escrito a partir do produto de um fornecedor restringe competição, e o controle encontra.
  • A habilitação chega vencida. Certidão com prazo expirado derruba proposta tecnicamente boa, e isso é evitável com calendário.

Do edital ao reajuste: as ferramentas gratuitas, na ordem em que servem

  1. Achar e conferir o edital. O guia dos portais de compras públicas separa o PNCP da plataforma onde a sessão corre.
  2. Conferir os prazos do edital. Os prazos da licitação dizem se o intervalo até a abertura é menor que o mínimo da lei, até quando cabe impugnar e qual é o prazo de recurso, com o arquivo de agenda.
  3. Reunir a habilitação. O roteiro do primeiro edital devolve, por grupo, o que reunir, com a base legal.
  4. Formar o preço. A formação de preço da proposta faz a conta do custo ao preço, por extenso.
  5. Ver onde o preço cai. A posição do preço compara com contratos já assinados e diz o que a proposta precisa explicar.
  6. Com o contrato assinado. O reajuste do contrato diz se é reajuste por índice ou repactuação e quando o ano se completa.
  7. Com o contrato em curso na transição tributária. A nota sobre a reforma tributária nos contratos públicos mostra o calendário até 2033, quando cabe o reequilíbrio da LC 214 e o que guardar desde já.

Todas rodam no navegador, sem cadastro, e nada do que você digita sai da página. Os termos estão no glossário.

Para o primeiro edital, sem custo

O roteiro de habilitação para o primeiro edital pergunta o porte da empresa, se ela tem registro cadastral, o que o edital compra e quais documentos já estão em mãos, e devolve, por grupo de habilitação, o que reunir com a base legal e os prazos de impugnação e recurso no texto da lei. Nada é enviado, e o edital prevalece sobre a lista.

Para saber onde o edital deve estar publicado e como conferir que ele existe, o guia dos portais de compras públicas separa o PNCP da plataforma onde a sessão corre. Ele não recomenda plataforma nenhuma.

O que fazemos por uma empresa

A tabela rola para o lado — arraste para ver todas as colunas.

Serviços para empresas que fornecem ao setor público
ServiçoFaixaO que entrega
Formação da equipe comercial e técnicaR$ 17.000 a R$ 28.000A trilha de Lei 14.133 na prática, vista do lado de quem vende: o que o comprador precisa reunir, o que a proposta tem de conter e por que as vias não são intercambiáveis
Nota técnica ou parecerR$ 7.000 a R$ 18.000Peça técnica sobre uma questão concreta, com método declarado e fontes datadas, que a empresa possa anexar ou usar como base de proposta
Estudo com pesquisa primáriaR$ 32.000 a R$ 60.000Levantamento em fontes públicas sobre um mercado, uma faixa de preço ou um conjunto de compradores, reprodutível e com limites declarados
Mentoria técnica continuadaR$ 4.500 a R$ 8.000 por mêsSegunda opinião sobre documento antes de ele sair, revisão de proposta em andamento e apoio a decisão técnica, com limite de dedicação definido

Precificar com dado real, e não com chute

A nossa faixa observada em contratos públicos é pública e gratuita: ela mostra o que órgãos contrataram por linha de serviço, com o número de contratos, o número de órgãos distintos e o período. A base inteira, com 2.570 registros de 1.484 órgãos, está publicada para download. Antes de enviar uma proposta, a formação de preço da proposta faz a conta do custo ao preço, e a posição do preço mostra onde o seu valor cai entre os contratos já assinados e o que a proposta precisa explicar. Com o contrato assinado, o reajuste do contrato diz se é reajuste por índice ou repactuação e quando o ano se completa.

Para uma empresa, isso serve a três coisas: saber se o preço pretendido está dentro do que se pratica, entender a dispersão antes de negociar, e escrever uma justificativa de preço que o comprador consiga defender. Não serve como lista de concorrentes: a base publicada não traz nome de fornecedor, por decisão do site. Extrato de preço com nome de fornecedor vira outra coisa, e pede outra responsabilidade.

Escrever, sem reunião antes

O roteiro abaixo abre o e-mail com o que precisamos saber para responder com faixa e prazo, ou para dizer que a nossa posição criaria conflito.

O conflito que declaramos antes de ele existir

Prestamos serviço a compradores públicos e podemos prestar serviço a fornecedores. Isso cria um conflito real, e a regra é simples: nunca somos, na mesma decisão, o avaliador contratado pelo comprador e o prestador remunerado pelo fornecedor. Quando trabalhamos para uma empresa, a posição é declarada, e não avaliamos a solução dela em nome de um comprador.

Na prática isso significa recusar trabalho. Já é a regra escrita em ética, e a tabela de controles daquela página diz o que já opera e o que ainda está em implantação.

O próximo passo

Escreva para contato@politica.bsb.br com o que a empresa vende, para que tipo de órgão, e onde o processo costuma travar. Se for caso de formação, dizemos a faixa e o prazo na primeira resposta; se for caso em que a nossa posição criaria conflito, dizemos isso também, e não cobramos pela conversa.

Antes de escrever, vale ler o kit de contratação: ele mostra exatamente o que o comprador precisa reunir, e é de uso livre, inclusive para preparar a sua proposta.